7 dias, 7 emoções em 7 fotos

por Dulcineia Vitor

A ideia foi capturar o sentimento mais forte do dia através de fotos via celular, as chamadas selfies. Foram sete dias seguidos, começando num domingo e terminando no sábado seguinte.

Percebi que algumas sensações muito importantes, passariam despercebidas, caso não registradas e agora foram destacadas do momento comum para guardar na memória de maneira especial.

E quanto desvalorizamos da vida? Quantas vezes aquele sentimento feliz de um dia são estragados por uma lembrança ruim? Sei bem como é esquecer o presente para “sofrer”, e não quero isso. Não queira também! Valorize seu dia e cuide para que sua memória eternize os melhores momentos da sua vida.

Vamos as fotos…

Domingo

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Segunda

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Terça

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Quarta

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Quinta

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Sexta

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Sábado

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Apenas vivam com sentimento. Sintam! E sejam felizes!

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Caminhar

por Dulcineia Vitor

Já tenho 30 anos e ainda escorrego do sofá para o chão. Ainda faço ‘dancinhas’ de comemoração quando uma roupa fica muito bonita. Faço piadas bestas e dou risada de chorar de tantas outras besteiras.

Não me perdi no caminho.

O caminho foi árduo – é árduo; a cada passo que dei, queimei um pouco do que fui… Tive apoio, tive colo, mas tive que confiar em mim. Enquanto andei, não senti como se fosse capaz de entender e saber esse caminhar todo, não senti como se fosse eu que tivesse percorrendo todo ele.

Tive medo, tive fé.

O medo sobressai aos sentimentos e trava. Não é bom. Ele cerca suas escolhas, ele o torna incapaz de ter fé. Ter fé: afirmar algo como verdade. Fé não combina com medo, com dúvida, com prevenção.

Qualquer caminho é menos dolorido com fé. Fé, apenas fé. Não me refiro a religiões. Nem a Deus. Fé. Entregar-se ao seu querer e seguir. Ter fé em si e na sua vontade. Entender que os seus objetivos devem se sobressair aos medos e travas que possam impedir seu caminhar.

Eu mudei, Deus mudou em mim. Mudou de lugar, de ar, de tamanho, de forma e de cor. Deus não está mais do lado de fora, mora em mim. Talvez não seja o mesmo Deus de alguns anos atrás, talvez eu nem saiba explicar direito, mas que posso chamar de “meu Deus”, ah sim, isso posso. Com Ele dentro de mim, reconheço o quanto sou fraca, falha e medrosa.

Reconhecer fraquezas é saber se perdoar, para se fortalecer. Reconhecer as falhas, é compreender o que pode ser o melhor. E, por fim, reconhecer medos, é perceber o que o trava para suas escolhas.

Descabele-se um pouco e grite com o som abafado no travesseiro. Porém, veja o quanto é necessário ter fé em suas escolhas e vontades, em como todo e qualquer paradigma social pode não servir para construir sua felicidade.

Caminhar é pedir ajuda e nem sempre receber, é saber fazer sozinho, aprender. É pôr a sua frente sentimentos bons para a vida. Descabele-se mais um pouco, mas não tenha medo.

Caminhar é viver e nem sempre este caminho, a vida, será plano e sem obstáculos, será preciso se equilibrar, ter fé, respirar fundo e prosseguir. Ter coragem.

Coragem é amar. Amor enche a vida de cor, ar e gargalhadas boas demais.

Já tenho 30 anos e ainda durmo abraçada com um ‘paninho’.

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Arrepio

por Dulcineia Vitor

É poesia.

Sente a pele pulsar, enquanto o coração acelera, suor desce no rosto e a respiração descompassa.

É fábula.

Amor, mas poder ser paixão. Pode ser amor apaixonado. Pode ser paixão física ou de alma. Só não pode ser o nada. Sempre é. E sempre forte.

É conto.

Fica do avesso é o lado certo. Fica inteiro é o pedaço que falta. Completa, retira, vira e desvira… Só não deixa, não perde, não esquece.

Respira, é loucura, é grito, é suspiro, é gemido, é dor, é carinho.

Acalma, xingou, bateu, apertou, apanhou, mordeu, tocou. Toque na alma, foi amado.

Man Kissing a Woman

Quão suficiente

por Dulcineia Vitor

Até quanto é suficiente? Deve-se encher o copo até a beirada ou só aqueles três goles que matam a sede? Nos damos conta mesmo de quando está no limite ou de quando já foi o suficiente?

Suficiente se ultrapassa ou se alcança?

Por ora, só quero entender essa palavra: suficiente. Dos conceitos, de tudo que nos empurram goela abaixo, seja a sociedade, sejam nossos pais; sempre ouvimos o quanto está bom, o quanto devemos alcançar. O quanto é suficiente.

Mas como suficiente? Suficiente para quem?

Suficiente por vezes me parece uma prisão, porque está lá no chegar, nunca está no partir. Como se a caminhada fosse inválida, daí o suficiente seria a linha de chegada, mas, muitas vezes não é, fica sendo a medalha, mas só se for a de ouro, estiver sol no dia e alguém fotografar. Aí é o suficiente! É?

Me aborrece pessoas que desvalorizam toda uma cruzada, história, caminho, já fiz isso, sei como é. Penso que cada pequena conquista nos constrói e faz parte de nós, e mesmo que ainda se queira mais, a ida até esse ‘mais’ faz parte de tudo, não tem suficiente.

Pra que suficiente? Não pode transbordar? Não pode parar e mudar a rota? Onde se mede o suficiente?

Como dizer à uma criança que já basta, já foi o suficiente na brincadeira de rodá-la. Ela quer mais, ela amou aquilo, aproveitou. Foi o suficiente para quem?

Tenho no meu coração que o que importa é ser feliz. Seja qual for a escolha, nos cabe ter cuidado com as pessoas, nos responsabilizarmos pelo que devemos e seguirmos com ética nossas vidas.

Considero que o segredo da felicidade  é entender que não há limite, não a linha de chegada, apenas há a vontade de ser feliz. E dá pra ser agora!

Bora?