Primeira Pessoa do Singular

por Dulcineia Vitor

Como dente-de-leão que qualquer brisa mais forte faz voar, com o sopro todos os sentimentos se espalham.

Mistura. Descobre. Esconde. Silencia.

O silêncio e a paz. Uma vez, me disseram que paz nada tem a ver com felicidade, e que mesmo infeliz, quando se está em paz, se está em paz. A paz dada pelas alegrias, não é a verdadeira paz, é o conforto da alma com a satisfação.

A paz não é contrária a inquietação. A paz não é um sentimento. A paz é o lugar da alma.

Há algo na paz que ensina a pertencer. Há algo na paz que realmente ensina a amar.

O amor doado, amor cravado, amor de verdade, amor sem dor. E se o amor é dor, ele transcende quando machuca, porque é amor. Amor de olhar o brilho dos próprios olhos e saber que a felicidade merecida é infinita. Amor generoso.

Amor é grato, faz valorizar o que foi vivido, faz perdoar. Amor multiplica amor. Amor clareia a visão da vida, faz o que é pequeno perder a importância, aquece as mãos, enobrece o coração.

Há algo no amor que ensina a ser livre.

Liberdade dá paz, liberdade não é deixar de pertencer. É entender que o poder das decisões está nas próprias mãos e que cada consequência pode sim ser enfrentada.

Protagonistas da vida. Para cada decisão uma consequência e para cada indecisão também.

Mudança.

Com páginas escritas com tintas que borram com as lágrimas, com pedaços em branco, com desenhos, com planejamentos; com tudo, com nada – viver é assim.

E como dente-de-leão que cresceu para espalhar encanto e surpreender quando encontrado, a paz quando floresce faz espalhar os bons sentimentos para surpreender e encantar.

Assopre.

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4 respostas em “Primeira Pessoa do Singular

  1. Como você cresce a cada texto, é belo, “A paz é o lugar da alma”. Capturei a essência, uma essência linda como você! Parabéns!!

  2. Dulci, você escreve muito, muito, muito bem. Nunca cansarei de dizer isso. Você é perfeita na elaboração dos seus textos, quem os lê, consegue perceber o sentimento que é expresso em cada palavra que você escreve. Acho impressionante essa sua versatilidade de abordar varias coisas no mesmo texto e fazer com que elas se tornem uma só, um só sentimento.

  3. Capturei toda a essência do texto, principalmente a parte do: “Há algo no amor que ensina a ser livre. Liberdade dá paz, liberdade não é deixar de pertencer. É entender que o poder das decisões está nas próprias mãos e que cada consequência pode sim ser enfrentada.”. Perfeito esse trecho.

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