“Dos cegos do castelo me despeço e vou…”

“…a pé, até encontrar o caminho, lugar, pro que eu sou”

por Dulcineia Vitor

E você escolhe ser feliz, não que isso seja lá muito fácil, mas é o que você quer. Todos queremos. Entende por felicidade aquele sentimento pleno que invade a alma e transborda, entende que seja aquele sorrir sozinho – pro ar, entende que seja ter vontade.

Vontade de viver, levantar todos os dias, desejar com força a realização dos sonhos, amar, ser amado. A vontade é pregada na alma e não sai mais de lá, infeliz você não vê, perde o querer, o amor.

Escolher por sua vontade é escolher passar pela solidão.

Não há nada que doa mais que procurar respostas e ter que tirar de si mesmo, queremos sempre um guia. Um traço reto pra ir pisando, até nos comprometemos a não pisar fora da linha; nunca cumprimos. Queremos alguém para culpar pelas consequências, queremos alguém que nos dê a certeza de que vai dar certo.

Dar certo o quê?

Olhar para frente e enfrentar a solidão da vontade de ser feliz, desfazer-se do que faz mal, do que machuca, do que faz duvidar, do que bagunça… Parar com perguntas sem respostas, sem sentido. Focar. Sentir o coração bater forte por aquilo que apaixona. Reunir forças. Buscar.

Lembrar-se que também é um cego do castelo: tem vícios, dores, traumas, tudo que paralisa, mas que se reconhecido, impulsiona. Tem que transformar fraquezas em forças, tem que aprender o impossível, superar os medos – não tê-los. Despedir-se de si mesmo, antes de despedir-se dos outros.

A vida não é tão simples quanto a tentativa de explicá-la num texto, mas é muito mais intuitiva que linhas de um lindo poema.

Despeça-se e vá.

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3 respostas em ““Dos cegos do castelo me despeço e vou…”

  1. INSPIRADOR! É um aprendizado continuo, aprendemos uns com os outros, a difícil lição de conectar-se sem amarrar-se, porque um pássaro amarrado não voa, não sente o pulmão inflar-se e alçar as alturas. Sincero é dizer “vá, vá sinta a brisa da autonomia” como que sinônimo de atmosfera, do largo infinito que sobrepõe as montanhas e como que sobre ela estivessem seus sonhos, amar, ser amados, suas escolhas. Sincero é dizer: “Pois vá para o que se é”. E agora basta de cegos do castelo! Hihihihi…

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