Vida inteira, vida de verdade!

por Dulcineia Vitor

Mixaria, não, nunca se contente com ela.

O mundo é cheio de intensidades e você deve vivê-las. Sempre digo às pessoas que gosto, que tenho vontade de engoli-las, e isso é a mais pura verdade. Engolir de tão gostosas que são, tão inteligentes, tão bonitas, tão carinhosas… Como se engolindo eu pudesse demonstrar o quanto essas pessoas fazem diferença na minha vida.

Ok, sou maluca.

É fome de vida! É fome de gente! Eu amo cada coisa que faço, a cada dia. Amo muito as pessoas que escolho para estarem comigo naquilo que faço. Amo as descobertas, os encantos, os cheiros, os gostos… Amo tanto tantas coisas…

Algumas vezes me engano. Dói. Porém, cuido.

A vida é um encanto. E não me refiro aos acontecimentos dela, porque todos os dias temos atropelos e mazelas, me refiro ao encanto do natural, dos sentimentos, das paisagens, do toque na pele, do suor da diversão, das músicas que invadem a alma…

Sentir a vida, deixar que a vida sinta você. Se entregar de verdade! Confiar na sua intuição. Atribuir a si somente aquilo o que for de sua responsabilidade. Reconhecer seus méritos.

E tomar cuidado, nem todas as pessoas enxergam esse encanto. Nem todas as pessoas são encantadoras de verdade, com verdade. Nem todas as pessoas merecem ver o brilho dos seus olhos.

Ame, dance, cante, transe, beba, coma, estude, trabalhe, realize: só com muito prazer!

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Dor da partida

por Dulcineia Vitor

É triste demais. É como quem espera o próprio fim numa sala escura, sozinha.

A dor que não dá para dividir, porque ninguém entende. É o desespero, a loucura, o medo, que ninguém é capaz de absorver. Conselhos em vão, vida em vão. Vida que finda, vai arrefecendo com os batimentos do coração, só sabe quem sente.

Cabeça que dói, olhos que ardem, mãos que tremem. Decisões que devem ser tomadas: viver alguns outros dias ou entregar-se?

Não, ninguém sabe.

Há quem a salve? Iludir-se? Não, não salvaria ninguém. Esperança? Só engana. Existe ou coexiste uma vida para sentir, vá. Vá? De que forma sentir como antes, se nunca mais será como foi?

Equalizadores desorganizados e não há medida que os organize, não há remédio. Convive-se assim ou aprende a adequar. Mas de que maneira?

É dor. Encantamento que dissipa como as nuvens pesadas diante do vento forte. Não dá para evitar. É dor.

Que doa menos o fim, para que se possa aguentar. Por ora, parece impossível.