Ano novo despenteia

por Dulcineia Vitor

Nem adianta vir com história de que está tudo ok. Porque não tá, e é aquilo mesmo, todo fim de ano, mil expectativas; pra não dizer duas mil e doze expectativas.

A vontade de realizar é tão grande, os desejos são tantos, que os cabelos ficam em pé… Ser mulher ‘néfácilnão’! Mas vamos lá…

Com certeza, para 2012 você já tem mil projetos… Porque não investir um tempinho agora para escrevê-los? E aproveitar para desmembrar algumas ações para que eles sejam realizados? Para que 2012 seja ainda melhor que 2011, é preciso otimismo e atitude… Convenhamos, pouco vale o pensamento positivo se não há ação.

Por isso, pare um pouco, enquanto os pés descansam em um pouco de água morna, escreva tudo, fica mais fácil para realizar; faça um balanço rápido do ano que está acabando (nada de remoer, é só um balanço); veja o que foi realizado e quais ferramentas você tem para realizar ainda mais no próximo ano.

Não esqueça de fazer metas possíveis. Mas lembre-se, toda meta é possível se houver ação. Basta saber o que quer e como conseguir (com passo-a-passo mesmo) – nada de preguiça, isso aqui é vida real e se você não se propor a realizar, ela vai passar.

Se não fosse esse ritual de ano novo e toda essa esperança de uma vida melhor, nós estaríamos esgotados, sem esperanças renovadas, porque em um certo tempo ligamos o ‘piloto automático’ e continuamos a vida. E o réveillon nos serve para desligar e pensar. E que tal, pensarmos sempre e não ligarmos os nossos ‘pilotos automáticos’, vamos sentir a vida. Sentir cada momento!

Por fim, tome um bom banho, faça as unhas (caso ainda não tenha feito), ajeite as madeixas e sorria para o novo ano que está vindo!

Que 2012 seja um ano de coragem para realizarmos nossos sonhos! Um ano de muita felicidade para todos!!

Look de avião!

por Dulcineia Vitor

Sim sim, vamos nos preparar pra viajar. Afinal, janeiro tá aí, tempo de viagem, férias, visita aos parentes… Bora?!

Vamos começar com as oscilações de temperatura do aeroporto e avião, eles nunca estão em sintonia; e durante a viagem mesmo o avião pode perder e ganhar temperatura. Portanto, hidrate-se.

As roupas devem ter estilo, porque você deve chegar na cidade destino mostrando quem é. Não importa se é outro país ou estado vizinho, o que importa é causar boa impressão sempre. Descarte tecidos que amassem facilmente: 30 minutos sentada já é o bastante para maçarocar qualquer look.

O ideal é usar roupas em camadas, jaqueta-camiseta-regata, para que possa utilizar-se delas dependendo da temperatura. Use sempre calça, saias para nós mulheres é um horror para o, muitas vezes, gelo do avião, as pernas congelam e sentimos um frio de quase quebrar.

As calças devem ser de malha ou jeans, larguinho e sem strech. Os sapatos devem ser baixos e já laceados, nada de estrear o sapato que ganhou de uma tia distante no Natal… Vai que seu pé não se acostuma. Atente-se para sapatos que você possa calçar, descalçar e calçar de novo, porque em longas viagens é natural deixarmos os pés livres para mexer, mas por estarmos sentadas eles podem inchar, portanto, um sapato confortável nunca pode ser dispensado.

Cabelos sem penteados complicados, por favor! Use algo que dê para ajeitar assim que desencostar do banco: um reparador de pontas ou leave-in é sempre bom ter a mão.

E atenção, mexer as pernas, mesmo sentada, e esticar as panturilhas é lei para quem viaja de avião. Para viagens longas, é sempre bom usar meias elásticas, elas ajudam o sangue a circular e evitam qualquer desconforto da viagem aérea.

Pode ser meio clichê, mas seu estilo, diz muito sobre você! Arrase e uma ótima viagem!

O homem que usava perfume de mulher

por Dulcineia Vitor

Vinha despertando a atenção de todas as pessoas, andava pela rua como o mais imponente macho, cheirava bem… Mas o que era?

Para onde olhava tinha a atenção esperada, ‘ganhava’ sempre! Era alguém muito especial, olhar apaixonante, altura interessante e cabelos esvoaçantes. É, até rima o que era…

Certa vez, uma mulher me contou que ele era o homem mais fascinante da Terra. Porém, que ela não conseguira conviver com ele por mais de dois dias… Justificou ser o gosto adocicado do amor dele.

Ninguém sabia o que era. Mas ele encantava. Cheirava bem. Comerciantes esqueciam de cobrar-lhe as compras, caixas de banco esqueciam o pedido de depósito, motoristas de táxi erravam o destino, e, sim, não importava o gênero: todos se apaixonavam por aquele homem.

Até que um dia alguém o encontrou na perfumaria, havia acabado o encanto. Estranhou esse alguém, mas continuou a observar… E o viu comprar um perfume feminino… Alguém, então, interrompeu:

– É para sua namorada?

O homem com um sorriso já sem graça nenhuma, mas com um ar satisfeito, respondeu:

– Não, é para mim. Costumo usar este perfume de flores, me agrada, e o meu acabou.

Deu uma borrifada, logo ali, em si mesmo; e todos se apaixonaram novamente, o encanto retornara. E, o homem saiu sem pagar o perfume.

Medo do sucesso: isso sim é uma bobagem!

por Dulcineia Vitor

Já sentiu aquela sensação de quando está tudo bem, algo muito ruim pode acontecer e acabar com tudo?

Mas não é porque tudo vai bem que uma grande tragédia pode acontecer, afinal, não somos culpados por sermos felizes, e por isso deveríamos levar alguma punição. Nós somos responsáveis pelo nosso sucesso. Devemos apenas cuidar dele, sem culpa, sem medo.

O que nos acontece durante importantes períodos da vida, são as “podas”. Isso mesmo, nos “cortam” como se fossemos plantinhas. Algumas podas são sim necessárias, já outras são medos refletidos de quem nos “corta”, são limitações e até fazem parte de conceitos culturais.

Parece difícil, mas numa certa altura da vida, devemos prosseguir com que acreditamos, e nos desfazermos de muitos dos conceitos já impregnados em nós. É como se fosse um tempo de libertação. Óbvio, há quem não precise muito disso; mas não são muitos, como há também, quem consiga fazer isso numa boa… Por isso repito, parece difícil, mas só parece, não é tanto assim.

Vale escrever em um papel seus objetivos, suas competências para concretizá-los, aquilo que dizem de você, aquilo que um dia disseram de você e aquilo que você concorda que seja verdade. Vale olhar e avaliar o que você precisa para alcançar os objetivos e se desfazer do que é desnecessário, do que freia você do sucesso.

E seguir em busca.

O sucesso não tem a ver com fama, não tem a ver com altos cargos, tem a ver apenas com realização. Tem a ver com plenitude, em sentir-se satisfeito com os resultados. E esta realização é naturalmente pessoal, aquilo que lhe move, aquilo que lhe faz feliz e os meios que você deve permear é o que fará o seu sucesso.

Diga mais nãos, ouça os problemas dos outros com isenção, escolha bem o que você deve absorver de suas experiências e siga o caminho para o SEU sucesso, para aquilo que lhe satisfaz. E não tenha medo do sucesso, ele será feito por você e para você!

Aproveitando, achei um teste curto e bacaninha a respeito do tema na Veja – clique aqui para responder.

Hoje é dia de amiga, bebê!

por Dulcineia Vitor

Em minhas andanças por aí, tenho reparado o grupinho das amigas. E pasmem, machões-machistas-chatos-egocêntricos, elas não estão lá para paquerar. Elas estão apenas curtindo seu momento com as pessoas que as entendem e as amam: as amigas.

Daí, que acho isso super legal! Ter um momento de estar com quem vai lhe fazer esquecer essa loucura que é viver; e essas aflições tão femininas, como conquistar o mundo e ainda ser frágil. Estar com quem lhe entende com o olhar, com quem lhe faz sorrir, chorar de rir e ainda fala de besteiras de mulher com a maior seriedade do MUNDO!

Nesses tempos de internet como principal meio de comunicação, a conversa olho no olho ficou pra depois… Para quando der um espacinho na agenda. Afinal, filhos, marido, namorado, trabalho, e todas as preocupações estão nos tomando tempo demais. Mas são as amigas que nos ajudam a ver com leveza todas essas experiências e quereres da vida.

Percebi que as solteiras fazem isso com um pouco mais de naturalidade, porque já tem o dia de ir paquerar, de querer dividir a mesa com um gato, mas tem o dia de encontrar as amigas pra contar tudo que rolou e a expectativa do que está por vir.

Já as comprometidas, que muitas vezes estão misturadas com as solteiras (não é sempre que as amigas estão TODAS namorando ao mesmo tempo); ficam um pouco perdidas com isso, mas quando se encontram estão dispostas a rir muito. O que acontece, é que muitas vezes o pensamento de sair sozinha com outras meninas, é de que se foi paquerar. Agora, convenhamos, as mulheres não estão o tempo todo a procura de paquera, namoro, ou, pior, trair o parceiro.

E pode acreditar que nem os homens estão o tempo todo a procura disso.

Basta apenas um pouco de esforço para entender que o importa é cultivar o que faz bem… Agenda apertada, ok, muitas aflições, ok… Eu entendo, meninas. Mas confie em mim, vocês vão encontrar um momento para não pensar em nada e estar com essas amigas que lhes fazem bem.

Por isso, não importa quanto tempo faz que você não olha no olho da sua querida amiga. Vá, encontre-a, divida com ela seu momento mulherzinha; e por mais ‘likes’ que você dê nas fotos do face dela, isso não supera a falta que vocês sentem de tocar no cabelo e falar: “nossa, amei, que lindo que ficou!!”.

E deixa eu ir lá… Vou dar uma ligada pra minhas amigas! Hehe ♥

A VOLTA – BREVE – DO LOS HERMANOS

especial música por Grasiele Reis

Há mais ou menos 15 dias, fomos surpreendidos pela feliz notícia dada pelo tecladista e blogueiro Bruno Medina, sobre uma turnê da banda Los Hermanos em 2012.

A informação foi dada com um certo rodeio em seu blog, Instante Posterior. Parece que nem mesmo o próprio Bruno, como membro da banda, acreditava nessa volta, mesmo que só para uma mini turnê ano que vem, quando eles comemoram 15 anos de carreira.

Formada inicialmente como uma banda de rock alternativo do Rio de Janeiro, o Los Hermanos foi tomando rumos diferentes de seu estilo inicial, mostrando vontade própria e deixando clara em cada música a marca registrada de seus dois componentes da linha de frente: Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante. Vide o sucesso “Anna Júlia” do primeiro álbum e a canção “O Vento” do álbum Ventura, de 2003. A evolução foi visível – ou melhor, audível.

Ao longo do tempo, as músicas foram explicitando influência carregada de samba, mpb e carnaval, mas não ficaram menos alternativas. Este sim é um adjetivo que define a banda. E só. Não dá pra encaixar Los Hermanos na categoria “rock”, “pop”, “mpb” ou o escambau. Depois de um hiato no rock brasileiro, eles foram a melhor coisa que poderia acontecer. E me atrevo a dizer que são até hoje.

Em abril de 2007, anunciaram um recesso por tempo indeterminado. Pena. Embora muitos odeiem, eles têm uma legião de fãs incondicionais que nutrem uma devoção curiosa pelo grupo. Chegaram a fazer alguns shows, como em 2009, no Just a Fest em São Paulo, abrindo para o gigantesco Radiohead. Estive presente nesse show e posso dizer com arrepio que foi uma experiência extraordinária. Sim, uma experiência. Levo a sensação comigo por todo esse tempo, me lembro de detalhes peculiares… fim de tarde, as pessoas entrando pelo portão da Chácara do Jóquei em bando, correndo quase de mãos dadas em direção ao palco onde já tocavam “Todo carnaval tem seu fim”. Foi emocionante. Sabem o vídeo de “O Vencedor”? Era mais ou menos daquele jeito que as pessoas estavam cantando, em êxtase…

Bom, enquanto 2012 não chega, me apego a esse momento. Foi o único show de Los Hermanos que vi, mas espero que não permaneça assim. Se tiver sorte – porque vou precisar – consigo comprar o ingresso pro ÚNICO show que farão em São Paulo dia 11 de Maio. Os outros serão em Recife, Fortaleza, Manaus, Belém, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Apenas um show em cada cidade. Só pra deixar o gostinho.

Tocar com os Hermanos é lavar a alma e viajar com eles é o mais próximo que se pode chegar da hora-do-recreio na vida adulta – Rodrigo Amarante

Aceitar exemplos é aprender a viver, quando viver é aprender a aceitar

por Dulcineia Vitor

Como aceitar as diferenças? Por mais que me diga: “não, eu não tenho preconceitos e restrições a respeito dos gostos e escolhas dos outros”, eu vou sempre dizer: “mentira!”. E, infelizmente, é mentira.

Temos dentro de nós um julgador, é ele que, inclusive, nos ajuda a escolhermos nossos caminhos. E esse julgador, sem querer, conceitua situações e as aceita ou não. Isso é natural, vivemos em sociedade, aprendemos por meio de exemplos.

Sim, os exemplos valem mais que as palavras.

E neste convívio com os outros seres humanos fica difícil entender a importância de cada sentimento, situação ou problema para cada pessoa. Porque tudo, absolutamente tudo, depende de uma série de variáveis, nada tem uma verdade absoluta, fechada, concreta. Cada um tem um olhar diferente voltado para o mesmo objeto e abrir-se para esta troca é o que nos enriquece, é o que nos evolui.

Daí, preconceito meu, não aceitar alienados ou radicais quaisquer… E não defendê-los. Porque acredito que para tudo devemos ter um outro olhar, uma nova chance. Por isso, repito, preconceito meu, não aceitar e aplicar esse outro olhar aos alienados ou radicais.

A superficialidade que vejo em reuniões políticas, por exemplo, são as meninas dos olhos de muitos queridos meus. E eu os acho mais ou menos inteligentes, bonitos ou espertos por isso? Não, eu vejo o porquê na ação de cada um (ou me esforço para isso), como espero ser aceita por amar ver novelas, outro exemplo, que não muito me acrescenta, mas que me dá a capacidade de não pensar em nada e esquecer lá algumas das mazelas da vida.

Existem motivos que nos unem: a capacidade de ouvir, de amar, de rir junto, enfim, cada pessoa tem uma identificação com outra e isso que torna a relação especial. Ou a relação uma relação.

Se eu puder arriscar-me dizer o que falta para que essa aceitação comece acontecer, e isso cabe para todos nós, eu diria que só falta mesmo um pouco mais de respeito. No geral, um pouco mais de aceitação. E lembrar que as pessoas servem para somar e não para nos reafirmar.

Aprendi com meu pai que as trocas são as atitudes mais importantes na relação humana. Não se trata de troca capitalista, até porque, socialista que era, meu pai não ensinaria isto. Se trata de trocas de conhecimento, de saber ouvir e respeitar outras convicções, de deixar convencer-se, de ampliar o pensamento.

Porque o que sobra não são as vezes que alguém lhe disse que estava certo e sim, as vezes que alguém lhe ensinou como mudar, melhorar, escolher…