Maiôs

especial moda por Mirel G.

Por que olhar para trás? Ou melhor, olhar pra trás, mas por quê?

Se é para rememorar o perdido ou o não conseguido, esqueçam! Mas para falar de moda… Aí sim, vale a pena e MUUUUITO! Fala-se ao vestir novamente um modelo já esquecido; que isso ou aquilo ficava tão bem, ressaltava tais características, enriquecia tanto a figura… E mais, mais, mais… O fato é que o maiô é muito mais que uma peça que vai e volta! É um clássico.

O maiô, talvez até mais que outros itens do vestuário, não vale apenas ser vestido novamente, e sim, RECONSIDERADO!

Em tempos passados, onde se ia “tudo muito bom, tudo muito bem”, o maiô seria uma peça para as mais recatadas tomarem seu banho de sol. Em tempos presentes, todos sabem que ele serve como peça complementar em qualquer look.

Afinal, quem nunca colocou uma saia, pantalona, short jeans, por cima do maiô e saiu pronta para brilhar?

Nada mais valoriza melhor o corpo de que maiô. Ele dá forma, pode esconder qualquer ponto fraco (escolhendo-se bem o modelo) e dá elegância… Cortes, recortes e decotes próprios para cada tipo de corpo, uma peça altamente democrática, do ultra-chique ao básico, um look próprio para praia, piscina, passeios ao ar livre, ou reuniões sociais.

Trajes de banho, são trajes de banho. O maiô é o maiô. Não pode ser colocado no mesmo nível de peças que servem apenas para cobrir as ‘vergonhas’ no passeio. E ser clássico, não é ser brega. É ter sofisticação, é ter capacidade de receber olhares de admiração. ‘Vambora’ montar um look com maiô?! Boa sorte, vai ficar ótimo!

E quem pensar como eu, que me siga!

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UM APELO: Que voltem as bandas dos anos 90!

especial música por Grasiele Reis

Porque a vida não tá fácil pra ninguém…

Mas veja bem, o título deste texto não pretende generalizar e englobar em tal apelo TODAS as bandas da época. Vamos falar mais especificamente sobre o que “apelidaram” de britpop.

E o apelo é feito pelo seguinte motivo: o que há no rock hoje em dia, hein você aí que nasceu por volta de 80..? Eu tenho me perguntado isso todos os dias e até me esforço pra encontrar uma resposta, mas ainda não consegui.

Estamos muito carentes de artistas que façam a diferença; que mudem alguma coisa, mesmo que seja apenas na sua própria vida. E na minha humilde e muito pessoal opinião, os últimos heróis surgiram nos anos 90 e estão sumindo pouco a pouco.

Taí (não tá mais, aliás) o grande Oasis que não me deixa mentir. Nasceu em Manchester em 1991 e deu um tapa na cara da cena rock mundial em 94, nos dando uma opção a mais do que o grunge.

Com o disco Definitely Maybe os irmãos Gallagher mostraram a que vieram, arrepiando com Live Forever e depois, criando incontestáveis hits como Wonderwall. A química perfeita da banda se deve à alma entregue de Liam mais a genialidade incontestável de Noel Gallagher. Polêmicos, com fama de briguentos e insuportáveis, os irmãos construíram a áurea que envolve o Oasis como ninguém. A banda chegou ao fim ano passado, após a gota d’água entre Noel e Liam que mais parecem Caim e Abel – embora eu ache que tudo isso não passa de uma grande fábula. Liam carregou o resto da banda pra outra, chamada Beady Eye, e Noel segue sua carreira solo eu-não-preciso-de-vocês-pra-ser-foda. E nós esperamos pela volta dessa que foi a maior banda dos anos 90; talvez, a última grande banda de rock da história.

O não menos genial Radiohead tem a fama cabida de engendrar o culto depressivo e a poética pessimista – bem como o também saudoso The Verve que ensaiou uma volta por esses dias, mas já arredou o pé novamente. Liderada por Thom Yorke, a banda mudou a sonoridade ao longo de seus oito álbuns. Evoluiu junto com o tempo. Continua na ativa, porém os dois primeiros discos, Pablo Honey e The Bends deixaram a saudosa lembrança de sua aparição com guitarras carregadas que choravam nas canções acompanhando a voz sôfrega de Yorke.

Blur, Suede, Placebo, Elastica, Supergrass, Manic Street Preachers, Travis… poderia fazer uma vasta lista de coisas noventistas que deram esperança de que o rock não havia morrido e podia sim ser feito de maneira original e visceral. Poucas das bandas surgidas nessa época ainda estão vivas, porém não com aquele intuito de salvar as almas perdidas do rock’n roll do início.

Fomos devastados pelo vazio e pelo fácil. Letras são um problema, mas a atitude (ou a falta de) é que entrega a ausência de conteúdo e de essência, de verdade, de visceralidade… O que é o rock hoje em dia?

Temos uma porrada de bandas perecíveis, que já na primeira audição sacamos que não passam do segundo ou terceiro disco, no máximo. Não vejo vontade, não vejo sangue nos olhos, não vejo coração nem alma. A gente até tenta apostar, porque queremos que a esperança continue sendo nossa amiga, mas tá difícil. Somos musicalmente abandonados esperando o grande salvador chegar. Mas eu acho que não chegará. No máximo, dá aquele friozinho na barriga ao ver um show bacana de uma banda atual, mas nada que não suma quando você volta pra casa e coloca Supersonic no último.

Ao contrário do título, no qual fiz um apelo fantasioso, não esperamos que surja algo semelhante a essas bandas ou à época. Não precisamos de repetições. Ansiamos por música de qualidade – e nova.

Há muita dificuldade nisso? Em pegar uma guitarra e estraçalhar no palco, em colocar toda sua verdade pra fora em melodias sujas ou bem construídas, não importando o estilo? Só nos importa que seja verdadeiro e bom. Estamos esperando. Ainda.

“Sorry, Jingle Bells we don’t have that in Brazil”

por Dulcineia Vitor

Chilique! Chilique! Chilique!

Já é Natal?! Como assim?! Daqui a pouco 2012… E a gente vai vivendo. Mas ‘peraí’, como o tempo passou tão rápido? Como estou aqui com a sensação de que há mil coisas para se fazer, mas que o tempo já está acabando. Sempre foi assim? Tem a ver com o nosso amadurecimento ou é por conta da quantidade de informações de hoje?

A verdade é que cada vez mais ficamos com a impressão de que o tempo voou, de que não há tempo para mais nada… Porém, do mesmo jeito planejamos nosso novo ano com muita esperança e vontade de viver. Então, vamos lá!

Que tal cantar “jingle bells” com algumas da angels da Victoria’s Secret? Afinal, aqui no Brasil nós não temos, né Adriana Lima?! rs


Aos 0’59” é possível ver a modelo brasileira justificando os ‘erros’ na canção por não ter “jingle bells” no Brasil. 

Minha opinião sobre o vídeo? Ai, faltou um pouco mais de beleza… Apesar de não faltar beleza as angels, a Victoria’s Secret é muito mais beleza que isso.

Ainda bem que eu nasci mulher

por Dulcineia Vitor

Tem dias que invejo a habilidade de um homem em se virar, tem dias que detesto a necessidade incessante de comer um único chocolate, tem dias que tenho vontade de arrancar os cabelos, porque não ficaram lindos como eu queria. Tem dias…

Mas tem outros dias que eu esqueço tudo isso; e AMO estar perfumada, fazer charminho, comprar um chocolate por necessidade feminina, passar um rímel mais forte e ter certeza que sou a mais linda do mundo, usar salto, jogar o cabelo para o lado, usar unhas vermelhas e rir de bobagens com as amigas.

E por isso, seguem aquelas dicas femininas já tão conhecidas na web; são as minhas preferidas pra noite de sexta-feira. ‘Bora’ ficar linda, mulherada!!

Ai, acho que é tudo que uma linda mulher precisa, né?! Make, cabelo e unha, ui! He! O look fica por sua conta e a seu gosto!

Boa sorte e ótima sexta! 🙂

O mais maluco é sempre o vencedor

por Dulcineia Vitor

Se você for normal, desista. Só malucos vencem, e digo mais, são os malucos em potencial. Aqueles que se entregam, expõem e acreditam.

Qual o problema de ser normal? Não sei, eu não sou normal. Mas intuo que a normalidade dê possibilidades de prever as falhas e dê medo. O maluco devidamente planejado, aperta os cintos e se solta, voa… Aproveita aquela vento sentido leste, dá uma corrida até a ponta da rampa e se joga.

Maluco tropeça, claro, mas alçou vôo, não ficou parado!

Veja uma relação de amigos: a amiga V tem mania de entrar com o pé direito em todos os lugares e sair também, ela quer o bem da melhor amiga L e com isso ela indica à amiga que entre e saia dos lugares com o pé direito, por mais que L não ligue para isso, quando ela está com V, ela acaba fazendo da forma que deixa a amiga satisfeita.

A normalidade é como a estabilidade, não piora, nem melhora, não tem novidade, surpresa. Isso é ruim. Me causa agonia! Ou bagunçamos tudo de uma vez para arrumar ou partimos para a melhora.

Por isso, meu conselho é para que você enlouqueça. O que com certeza será de muito lucro. Boa sorte! Mas lembre-se: maluco que é maluco, se planeja.

Insanidade, sedução e poder: “A Pele que Habito”

por Dulcineia Vitor

Me diz se não é para ter um chilique? Depois de muito olhar a programação dos cinemas, escolhemos ver (meu marido e eu)  A Pele que Habito. Há algum tempo tínhamos visto o trailer, e pensado em não perder a obra de Pedro Almodóvar.

E chegando no cinema, já numa expectativa sem tamanho “o que o louco Almodóvar tem pra nós?”, tomamos um banho… Algo muito maior ainda estava por vir. Um show de loucura inteligente.

Um homem que só precisava de uma desculpa para se utilizar de sua inteligência e criar… Cria, então, uma pele que podia há 12 anos ter salvado a vida de sua esposa, acidentada em um carro que se incendiou. Ele tinha o que era necessário para entregar-se a insanidade total: uma casa longe de qualquer suspeita, uma fiel empregada que o criou desde que nasceu e cúmplices competentes.

A Pele que Habito serviria para muitas discussões, mas que me fariam escrever mais do que deveria e estragar todo ineditismo da obra, e quando me refiro a ineditismo, não me refiro a apenas ser um filme que está nos cinemas, me refiro a surpresas.

Porém, sobre uma coisa posso discutir. Sobre amor-próprio. A pele que habitamos deve ser amada, cuidada e protegida! O nosso amor por ninguém pode ultrapassar nosso amor-próprio; e isso não será egoísmo. Nossas escolhas tem sim a ver com ética, algo que ouvi pessoas sábias falando, mas nunca entendi tão bem quanto agora. O abismo entre amar e ter posse deve ser relevado a cada perda de sentido, a vida é nosso bem maior.

Virilidade em crise

por Dulcineia Vitor

O homem de hoje. Há discussões que afirmam que eles já não são mais tão viris, o que os tornaram incapazes de nos proteger. Mas e aí, onde está o problema?

Bem sabemos que nós mulheres há muito desejamos estar no lugar deles, ocupar bons cargos, cuidarmos da nossa vida e não dependermos dos cuidados e desmandos de homem nenhum! E assim fizemos.

Só que nesta conquista toda, as mulheres não deixaram seu romantismo, e continuaram a ser mães amantíssimas e ótimas donas de casa; mesmo que atrapalhadas por turbilhões de assuntos de trabalho, elas se ofendem se alguém disser: “ah, você não é boa mãe” ou “nossa, sua casa não está bonita”. A perfeição é a palavra de ordem para nós.

Mas aí, nós descobrimos como é duro o mercado de trabalho; e como é difícil sustentar uma casa, fazer escolhas, ser independentes. E trouxemos isso para a criação de nossos filhos.

Para as meninas ensinamos a fortaleza de ser mulher, mas sem deixar o encanto, o romantismo. Para os meninos adiamos a maturidade, os deixamos num mundo de sonhos, afinal vão sofrer tendo que prover um lar. Como assim?

As meninas são preparadas para lidarem de igual para igual com homens. E os homens devem adiar seu sofrimento. Mas se agora as mulheres são indicadas a terem suas vidas, por quê essa proteção com os homens?

Talvez esteja no inconsciente das mulheres, que os homens vão sofrer para cuidar de tudo. Talvez, não sei.

Porém, considero que os homens continuam os mesmos, só um pouco mais protegidos por suas mães. Já as mulheres, sim, elas mudaram, e mudaram muito.

A participação das mulheres no mercado de trabalho influenciou a educação de seus filhos, é fato. Exigindo da mulher força, sem perder a dona de casa que existe nela, nem o romantismo. E nos equivocando quando esperamos uma “virilidade” dos homens que já nem é mais ensinada.

Que tal equilibrar as coisas?